segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

[21 de Dezembro] Feira de produtores e artesãos



Porque consideramos que um dos estragos desta sociedade globalizada em que vivemos é a irracionalidade da sua organização económica, privilegiando o lucro, uniformizando a oferta e destruindo qualquer forma de produção alternativa, pretende a BOESG – Biblioteca Observatório dos Estragos da Sociedade Globalizada – organizar uma Feira, no dia 21 de Dezembro (Sábado), com o objectivo de proporcionar aos produtores e artesãos interessados, um espaço para mostrar os resultados da sua actividade quotidiana.

Uma Feira sem intermediários, nem interesses puramente lucrativos, na qual se procurará incentivar e desenvolver relacionamentos directos entre produtores e consumidores, numa perspectiva de longo prazo, de ajuda mútua, de auto-organização e de construção, aqui e agora, de uma outra lógica social.


A feira realizar-se-à entre as 11h e as 21horas, e terá também almoço e jantar.
Aparece!



Temos confirmadas:
Compotas, licores, tecidos, champoos, cremes, produtos alimentares, peças com materiais reutilizados...

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

A dominação e a arte da resistência - discursos ocultos

Recebemos da Livraria-Editora Letra Livre o livro:

Título: A dominação e a arte da resistência - discursos ocultos
Autor:  James C. Scott
Editora: Letra Livre

Está disponível para consulta na biblioteca

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Sábado, 16 de Novembro, a partir das 19h30: Jantar, Documentário "Into the fire" seguido de Conversa


Recebemos estas publicações


Recebemos recentemente estas publicações:

O Gorgulho, nº 30, do Verão de 2013
"Boletim Informativo sobre Diversidade agrícola"
Editado por Colher Para Semear - Rede Portuguesa de Variedades Tradicionais

Argelaga, nºs 1 e 2
"Revista libertaria contra el desarollismo"

Raíces, nº 3 e 5
"Crítica, análisis & debate en torno de la destrucción del territorio"

Estão disponíveis para consulta na biblioteca.
Quintas-feiras das 17h00 às 21h00
Sextas-feiras das 14h00 às 19h00
E em dias de actividades


Gorgulho, número 30, Verão de 2013
Argelaga, número 1, Fevereiro de 2013


Argelaga, número 2, Junho de 2013




Raíces, número 3, Inverno/Primavera de 2012




Raíces, número 5, Primavera/Verão 2013

segunda-feira, 8 de julho de 2013

[Terça, 9 de Julho, 21h00] Conversa sobre defesa de um território a partir de experiências vividas na ZAD


Uma conversa sobre a luta ‘contra o aeroporto e o seu mundo’ (perto de Nantes em França, também conhecida por ZAD, “Zona a Defender”) como exemplo de um projecto de infra-estrutura característico de uma certa visão "estragada" de metrópole e da planificação do espaço.

Desde Outubro de 2012 essa luta intensificou-se, enfrentando as estratégias contra-insurreccionais utilizadas pelo Estado para esmagar o movimento. Houve uma confrontação de práticas, estratégias de luta e a criação de ferramentas para defender um território através da auto-organização e da acção direta.

Hoje em dia o movimento vive de outras questões: como considerar formas de intervenções autónomas nos movimentos sociais mais amplos (associação de cidadãos, sindicatos de agricultores, ecologistas,..)? como pode uma luta, focada num projeto específico de infra-estrutura, transformar-se num movimento de luta pela partilha comum das terras, e mais...

APARECE E DIVULGA!

sábado, 22 de junho de 2013

[Sábado, 29 de Junho] Soberania ou Autonomia


APARECE E DIVULGA!
 
Esta palavra, Soberania, parece agradar tanto à esquerda como à direita, uns falando em soberania do Povo contra a Troika, outros preferindo Soberania Nacional face à União Europeia. Pretende-se lançar, como ponto de partida para esta conversa, a questão de que a palavra soberania surgiu sempre associada ao conceito de Estado e perpetua uma lógica hierárquica e autoritária.

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quinta-feira, 2 de maio de 2013

Dia 4 de Maio 17h - Sessão informativa sobre o movimento No MUOS na Sicília (Itália)

com a presença de um activista do movimento No MUOS





O MUOS é mais um de muitos projectos militares criados em território italiano; contra a saúde, a vontade e o respeito pela população. Mesmo em 2012, é ainda a guerra que faz de patroa. Desde há algum tempo que em Niscemi, aldeia da província de Caltanissetta, na qual vivem cerca de 30 mil pessoas, que se verificam coisas que são dignas de nota. Não apenas porque se trata da nossa região, do local onde nascemos e crescemos e em que as nossas famílias vivem, mas porque acreditamos que é nosso dever denunciar que neste local, um pouco perdido, como vista para a planície de Gela, um número bem grande pessoas está – há algum tempo – a travar uma corajosa batalha para defender o seu próprio território daquilo que consideram ser uma abuso inaceitável: a construção do MUOS.

O que é o MUOS? Acrónimo de Mobile User Objective System, é um sistema integrado de telecomunicações satélites desenvolvido pela marinha militar estado-unidense, dotado de cinco satélites geoestacionários e quatro estações terrestres. Qualquer uma destas estações apresenta três grandes parabólicas com um diâmetro de 18,4 metros e duas grandes antenas de 149 metros de banda UHF. Esse sistema será utilizado para coordenar de forma minuciosa todos os sistemas militares estado-unidenses dispersos pelo globo, em particular drones (aviões sem piloto) e submarinos. O programa MUOS, gerido pelo departamento de defesa do Estados Unidos, está ainda em fase de desenvolvimento e prevê-se que os satélites entrem em órbita em 2015; neste momento estão construídas três estações terrestres, instaladas na Virgínia, na ilha do Hawai e na Austrália, todas dispersas por zonas desérticas. Só a que está projectada para a Sicília será instalada num zona bastante próxima de áreas habitadas, de modo que irá afectar não só a população de Niscemi – que se encontra a apenas um par de quilómetros da base em linha recta – mas também das vilas vizinhas (Vittoria, Comiso, Gela, Caltagirone, Acate).

Deve também ser dito que a base militar americana NRTF-8 (Naval Radio transmitter Facility) de Niscemi, onde será instalada a estação MUOS, encontra-se operacional desde 1991 e conta já com 41 antenas com uma potência de emissão na ordem dos 500-2.000 KW. Estudos baseados em dados recolhidos pela ARPA Sicília afirmam que se encontra cientificamente provado o receio que a actual instalação supere os limites da lei imposta para emissões electromagnéticas.

Outro "detalhe" que torna tudo ainda mais interessante é o da base militar se encontrar dentro de uma reserva natural, a Sughereta di Niscemi, um dos poucos parques naturais com sobreiros em Itália e que conta com uma vegetação densa e exuberante protegida por leis que proíbem quem quer que seja de causar danos ou de deturpar a fauna e a flora existentes na área. No ano 2000, o parque foi inserido na Rede Natura 2000 como sítio de importância comunitária (sic).

É dentro deste contexto que nasce o comité NO MUOS de Niscemi, que nos últimos dois anos juntaram, multiplicando-se, pessoas das vilas vizinhas e de outras realidades associativas sensíveis à questão. Desde logo, o comité No MUOS exprimiu fortíssimas preocupações em relação às consequências que a instalação deste "EcoMUOStro" (ecomonstro) poderia trazer, acima de tudo, para a saúde humana, para o ecossistema de Sughereta e para a qualidade dos produtos agrícolas.

Segundo pesquisas médicas oficiais (ver, a propósito, a relação entre análises de risco dos Prof. Massimo Zucchetti e Massimo Coraddu), os campos electromagnéticos produzidos poderão interferir com qualquer equipamento electrónico, com by-passes, cadeiras de rodas, pacemakers, mesmo a uma distância de 140 quilómetros. Entre os efeitos mais comuns para a saúde humana estão indicados os deslocamentos de retina, as cataratas, o risco de esterilidade e a formação de tumores. Infelizmente, a incidência de tumores é em geral mais elevada entre as crianças, sobretudo em relação ao aparecimento de leucemias.

Desde há mais de 4 meses que os activistas do comité No MUOS e as pessoas locais vigiam dia e noite a estrada de entrada da base, procurando fechar de forma física a entrada dos trabalhadores contratados para a construção do MUOS, com bloqueios removidos continuamente pela polícia de forma violenta. Nalgumas cidades da Sicília e de Itália nasceram comités de apoio a esta luta popular. Composta por várias pessoas, desde mães a crianças, idosos e activistas, a 30 de Março houve uma manifestação em Niscemi que juntou cerca de 15000 pessoas em volta da base para demonstrarem a sua discórdia em relação a esta obra de morte. Graças às mobilizações, foi conseguida uma revogação dos trabalhos, que nunca foi efectivamente respeitada, daí que as vigias continuem com acções directas contra a base. A 22 de Março, 4 activistas entraram na base americana e subiram a 4 antenas NRTF tentando sabotá-las, tendo descido dali depois de umas poucas horas. A luta No MUOS é uma luta anti-militarista contra o imperialismo americano e a guerra e pela soberania popular, que tem como objectivo a desmilitarização da reserva natural do bosque de sobreiros da Sícilia e do mundo inteiro.

Dessa forma, iremos apresentar o despertar desta luta através de fotos e vídeos, com a intenção de informar o mais possível as pessoas sobre este processo de destruição e sobre a luta em curso que se junta a outras lutas pela salvaguarda do território como a do No TAV, tentando criar uma frente de resistência popular contra a devastação ambiental.


Um activista do movimento No MUOS